quinta-feira, 31 de maio de 2012

Os seis fantasmas


A sensação de culpa é uma das portas pela qual os fantasmas têm livre acesso.

                         À noite seu sono é invadido
Alguém toca sua mão, é uma mãozinha pequena e fria, gelada, sente um arrepio, puxa seu braço para que sua mão não seja mais atingida. Olha pra baixo, vê um rostinho meigo, olhos assustados, mas bonitos. Tem algo errado. Olha o rastro da criança, tem sangue, um rastro grosso de sangue. Pressente. A criança não está inteira, rasteja só com o dorso do corpinho. Pede a mão de Marcelo para que este a ajude a caminhar. Ele estremece, a repele. Ela insiste, o chama de pai e pede sua ajuda de novo. Ele tenta fugir, escorrega no sangue. A sala está toda ensanguentada com rastros viscosos como a que as lesmas deixam pelo caminho por onde passam. Ele sente as mãos sujas, sente cheiro de fezes, vômito. Tenta se levantar, as pernas cambaleiam obrigando as mãos a ajudar e de novo se afundam em uma gosma densa e mal cheirosa. A garotinha se aproxima por trás, tenta abraçá-lo. Ele de novo a repele, grita e acorda. 
...Continuação
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